POESIAS EM FOCO

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SEU SORRISO





SEU SORRISO
***
O seu sorriso é um abissal de desejos,
A naufragar-se em minha solidão,
É um cântico lirico é soberbo pejo,
Cordas afinadas do meu coração.
...
O seu sorriso é dedilhar faceiro,
É o lirismo de um trovador,
É o rito livre da mãe natureza,
Vôo oscilante de um beija -flor !
...
O seu sorriso é orvalho menino
A engatinhar na minha ilusão,
Em noites frias é meu desatino
A saciar-me a sofreguidão.
...
O seu sorriso é fartura insone,
Que em meu verão se fez germinar,
É um perene rio de desejos
Que em minha noites vem desaguar.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CHEGADA




CHEGADA

***

Chegou como versos fartos
Em minha noite se instalou,
Tropeçou na minha rima
E afagou minha dor.
...
Com uma gana demente
Fez meu corpo se eriçar,
Fez das quimeras, verdades,
Da escuridão um luar.
Em um afã tresloucado
Minha boca sufocou,
Fez do meu corpo morada
Em singrarias de amor...
...
E assim corpos caídos ,
Delatavam a exaustão;
Dois copos por sobre a mesa,
E nosso Jeans sobre o chão.

***

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

MEUS NATAIS



MEUS NATAIS

O natal está chegando...
Relembro meus madrigais,
Minha casa minha rua
Meus sonhos e ideais,
Meus brinquedos de menino
Que não voltarão jamais.

Guardo nítidas lembranças
Dos meus natais de alegria!
Quando juntavam-se todos
Lá da nossa moraria,
Pra reverenciar Jesus
O supremo que nos guia.

O sino lá da matriz
Indicava a chegada,
Do menino Nazareno
Que em nós fez morada,
E nos conduz nesta vida
A uma longa jornada.

Na meia noite sagrada
Meus olhos se reluziam
E cheio de ansiedades
Vibravam de alegria,
Com a chegada do Menino;
Primogênito de Maria.

Hoje o tempo passou
Meus madrigais não têm mais,
Foi-se embora meus brinquedos,
Só restou meus ideais,
E as doce recordações
Dos meus alegres natais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A COBIÇADA

Pintura - Isabel Moreira .

***

A COBIÇADA

És a mais bela construção divina!
Que pelo o pai divino foi moldada,
O pejo farto, que criva os meus medos;
A santa virgem, obra cobiçada.

És terno rogo no altar da vida,
É vento forte em brisa transformada,
É lábio quente, amaciar-me ás noites.
A avidez em versos esparramada.

És o arfar que nina minha gana,
A alegria, da volta inesperada,
É o colosso que me dá guarida,
És a matiz, pintura combinada!

És o perfume, que perfuma a brisa,
Obra serena, por Deus venerada,
És canto lírico, razão dos meus sonhos,
És obra santa, por Jesus pintada.

***










quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

TEU SILÊNCIO



TEU SILÊNCIO

***

Silêncio que corta...
Que bate em minha porta
Que furta os meus dias,
Que pouco pondera
Que me dilacera,
Que traz-me agonia.
Silêncio que ruge
Ao topo dos ventos,
Que é corte fremente;
Afã tresloucal,
Que criva a esperança;
Trilha sem andança
Razão do meu mal.
Silêncio daninho
Por tempos vencidos,
É gozo abstido,
És morte fatal.

***


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

UTOPIAS




UTOPIAS


Fogem-me as forças...
Ao aguçar-me no cheiro de açucena,
Que tua boca morena faz sobejar
Nas minhas noites serenas...
E passas faceira em minhas noites...
Fervilhado meu passado,
Saboreando meus segredos
Dedilhando suavemente minhas vontades,
Fazendo fluir na carne um futuro inevitável.




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SEMPRE VOCÊ




SEMPRE VOCÊ


***

Você é o gesto reprimido do meu sorriso,
É a lembrança que faz fadar meu surdo destino,
É a inebries da minha mente errante...
...
Você é a gana nunca saciada por minha boca,
É o ápice que nunca alcancei,
É a mulher que nunca toquei...
...
Você é a loucura que enfada minha cama,
É o arfar ninante dos meus desejos constantes.
É a vontade nunca incessante.
...
Você é aurora insone dos meus dias
É o canalizar entre amor e medo.
É o soberbo o gozo o pejo.

***
 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DESEJOS INCERTOS


DESEJOS INCERTOS (DUETO)
_ ***_

Quero fugir do convencional...
Quero retratar-me com minha boca insana;
Que cala, que Gani, que forja toques,
Que sobeja esperanças!
...
Quero gritar sem calar...
Fazer meus versos gemerem qual fêmea no cio,
Fazer morrer desejos na cama;
Que cantam , que decantam que sanam.
...
Quero ser versos exauridos,
Não morridos... fundidos, não feridos;
Que nanam, que fanam, que ganam!
...
Quero ser versos amainantes...
Deleitantes, cortantes, exuberantes...
Que fainam na tua boca errante.

***

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VERSEJAR


VERSEJAR

_____***____

Versejar...
Versejar é viver a dor das palavras,
É encantar-se, com o encanto do não existir!
É sobejar redemoinhos de auroras idas,
É Cantar, rolar, cicatrizar feridas.
Versejar...
Versejar é sentir a bonança que *pari nossos ais...
É deixar-se levar pelas mentiras surradas que
As inspirações nos traz,
É espargir-se na ficção da vida.
Versejar...
Versejar é fazer do arguto a mais leve penitencia,
É não sentir a dor pérfidas de um bem que se foi...
É saber mentir, pra saudade de pés juntos,
Versejar...
Versejar é ninar ás desventuras,
É degustar os dessabores,
É desvencilhar-se da boca insana da saudade.


***

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NÓDOA DA PAIXÃO


Vislumbro o lume de um amor desfeito
A clarear minha ilusão,
E a bailar dentro do meu peito
Ainda Vagueia uma insana paixão!

Esta paixão que se faz menina
E engatinha com sofreguidão,
Que faz arfar os meus pensamentos,
E acalanta a minha tensão...

E a nódoa vai singrando em prantos,
E a ostentar-se em meu coração,
A arpejar acordes daninhos,
Assombreando a minha razão.


**

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VOZ DA RAZÃO


Quando minh'alma declama
Com a voz da emoção,
Tudo em mim se regala
E minha vida se embala
Na mais perfeita canção!

As angustias adormecem,
Vibra no peito a razão,
Vão - se embora as agonias,
O lúgubre vira clarão,
As estrelas cantarolam
E o meu céu ganha amplidão...

Então curvo os meus joelhos,
E postas levanto as mãos,
E agradeço ao pai divino
Pela a boa inspiração;
Por banhar a minha mente
Sempre com a voz da razão.
 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CORAÇÃO MANIPULADO


***


Manipulado e sozinho
Enclausurado na dor,
Espargindo-se no tempo
Esperando um grande amor...

Ferido e decadente
Mergulhado na paixão,
Carregado pelo o tempo
Vivendo na contramão...

Assim segue a sua Sina,
Na espera a baloiçar,
Indômito e esperançosos
De um novo amor encontrar.


***

Ps. Baseado na Imagem

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DESCORTINANDO SONHOS


***

Que descortine os meus versos,
Seu afã doce e fatal,
Seu daninho e culto pejo,
E o Seu cheiro matinal...
...
Que descortine os meus versos,
Sua forma sem igual...
Seu rebolado faceiro,
E sua gana termal.
...
Que descortine os meus versos,
Sua boca, em nácar carnal;
Sua avidez escondida,
E o Seu lampejo verbal!
...
Que descortine os meus versos,
Seu desejo tresloucal;
Sua boca de insano gestos
E sua mão marginal.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

TEUS LÁBIOS





Teus lábios adornam meus dias,
Cessam-me á agonia e cheios de mistérios
Em pejo fartos, furtam-me ás noites
Em desvarios .

Teus lábios que nacarrados deixam-me inebriados
E fazem-se soberbo em meus dias
Quando perpétuos vagam tresloucados em
Meu corpo na gana de amar...

Teus lábios que se faz colo e acolhe-me
Sem juízo,  espargindo-se nos meus
Sonhos em canções de ninar...
fazendo-me em êxtase ficar!

Teus lábios que gemem de desejos,
Que os dentes mordem ao toque de minhas mãos;
Teus lábios que é o acalanto dos meus sonhos,
Que é a dúbia chegada ao meu mundo real.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

CANÇÃO DO NADA


EXISTENCIAL


Mato-me, em mim, à boca calada...
Adormeço em pétalas de espinhos jorradas...
Canto a melodia sequiosa dos castos,
Debruço - me em dúbios lábios.
Dedilho angustia no peito cerrada,
Degusto agrura no seio esgarçado,
Viajo em ânsias de asas quebradas
Viro fidalgo, de noites encravadas!



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CONTRAMÃO



***
Quantos caminhos sofridos!
Desejos nunca abraçados...
Versos frios nunca ouvidos,
Lábios nunca tocados.

Quantos choros reprimidos...
Poesias quase sem cor!
Quantos sorrisos feridos,
Quantas demências do amor!

Quantas nuances tingidas
Pela cor da solidão,
Quantos sonhos inatingíveis,
Quantas labutas em vão!

Quantas histórias imprimidas,
No papel da ilusão,
Quantos degredos impostos,
Pela dor da contramão.


***

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

OBSESSÃO INSONE

 


No meu insone destino,
Deixei espargir-se uma
Esperança insana;  
E no exílio do meu quarto
Condeno-me a um atroz desejo;
Que morde meus dias,
Que degrada a Minh'alma,
Que abstém-me de uma nova procura.







sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PRA VOCÊ



***

Pra você eu dou meus versos
E o doce mel do amar,
A neve branca do céu, e o ébano do meu olhar
A pureza de um menino e o meu desejo de amar.
Pra você eu dou a vida,
Dou a minha mão amiga na alegria e na dor;
Serei seu pão e guarida à sua garoa
Amiga pra refrescar seu calor.
Pra você eu dou a cor, dou o vento e a quimera,
Dou a luz e a primavera, dou meus braços ao luar...
Dou minha boca matreira
Pra teus beijos repousar.




terça-feira, 27 de setembro de 2011

PARTILHA

Quero dividir contigo meu pranto,
E partilhar o pão que me ofereceste,
Todas as migalhas cederei - te um tanto...
Para que remates minha dor...

Quero dividir contigo meu tanto;
O tanto que a ti foi dado...
O meu tudo não consumido...
A dor que parida se fez criança
E morreras consonante.

Quero dividir contigo meu mundo,
O mundo que você dilacerou...
O fado espargido em esperanças
Que em minha porta nunca chegou.

Quero dividir contigo à surda boca,
Que nunca respondeu aos meus apelos,
Que absteve-se das respostas,
Que arqueada ainda arpeja nos meus versos.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

__INCERTEZAS__


Se eu tivesse um coração polido pela a verdade,
faria dos meus segundos, dias vagabundos,
divagaria como a lua, buscaria estrelas...
faria versos tresloucados pra transcender incertezas!

Se eu tivesse o espargir dos teus olhos a ladear
minhas manhãs; tudo ficaria mais simples...
o vislumbre se faria nítidas verdades e aos pés dos
meus olhos tu seria minha cortesã e senhora!

Se eu tivesse o dom da transformação; faria das
minhas quimeras sucintos versos,
e neles dilataria as cordas do meu coração,
e num canto derradeiro deixaria espargir-se
meu amor primeiro.





quarta-feira, 21 de setembro de 2011

METAMORFOSE


***

Lá se foi meus madrigais...
e com ele se foi meu
cavalinho feito de madeira,
meu suspensório de linho branco,
já tão surrado pelo o tempo...

Lá se foi meus madrigais...
e com ele minhas nuances
de menino levado;
meu estilingue na porta do tempo
acenando tresloucado,
dizendo adeus a pureza da vida!

lá se foi meus madrigais...
e aqui da janela do tempo, ainda
vejo no fusco da minha vista levada,
um menino tresloucado,
a lambuzar-se de esperanças.
A acenar pela a paz.

***

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DESILUSÃO




DESILUSÃO

***

Eu sou o vão que suas mãos buscam,
A melodia que sussurra aos ventos,
Eu sou os lábios no tempo estacionado;
A seca boca a espera o tormento.

Eu sou o sonho vesgo e sorrateiro
Que todas as noites vem te sufocar,
Eu sou o verso fadado e deprimente;
A escassez no seu corpo a fatigar.

Sou a caricia que baila a espargir-se
Na sua pele tentando amenizar
Todas angustias e noites mau dormidas;
Sou a vertente lágrima a deslizar...

Sou o sôfrego que arde no seu íntimo,
A vastidão das suas mãos a se tocar...
Sou a incerteza que mora nos seus dias,
O vã desejoso a espera do chegar.



***



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ROTINAS



O tempo passou depressa
Qual brisa beirando o mar,
Levando por águas espessas
Ditames do seu olhar

Na janela da esperança
Me debruço a esperar,
Aquela que um certo dia
Prometeu não me deixar...

Mais o tempo foi cruel
E a rotina se fez,
Com ela veio a discórdia
A mãe da insensatez,
Que levou pra bem distante
Todo o amor que se fez.