Com faceiros passos machucante
lá vai ela a dama do asfalto, em seu
corpo ilusões errantes, degradantes
anseios da carne
Com seus passos vagueia nas ruas,
a procura do negro vazio em teu seio
lateja a esperança de um dia mudar o
caminho
Se é de dia mantém se sozinha, como
guia a negra solidão, pensamento de
auroras perdidas, e o encontro com a
solidão
Quando é noite as luzes se acendem
segue a dama sempre a mesma dor,
pra labuta vender o seu corpo, sem
desejos sem gozo sem cor.
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