
Eis-me menino vadio no proscénio da vida,
de mala e cuia sem pão sem guarida, a viver
da ilusão de um profano e mundano amor,
que indómito corrói minh”alma.
Eis-me poeta de lágrimas viçosas, nascentes
de águas mansas que neblinam pela tua cruel
insensata ausência; e como serpentinas ao
vento vejo desgalgar minhas esperanças
Eis-me o proliferar da tua avidez, a gana do
corpo e alma, o astuto jeito meloso, o toque
profundo no teu mais quieto íntimo, o vagueio
fatigante na vulva
Eis-me a sofreguidão do teu sim que a cada dia
e noites faz-me correr em desabalados sonhos
rumo aos teus lábios, e NELES minhas utopias
reclinam minha boca a tua e juntos chegamos
aos AIS do amor.
Vantuilo Gonçalves
04 de dezembro de 2009
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